.: Notícias
.: Links
.: Fórum
.: Teologia
.: Quem Somos
.: Apologética
.: Iconografia
.: Hagiografia
.: Fé Ortodoxa
Ortodoxia Brasil - Todos os direitos Reservados - ©2006 Ortodoxia Brasil

Fonte: www.goarch.org/en/ourfaith/articles/article8029.asp
Tradução de Acácio de Andrade
A Ortodoxia afirma que as Verdades Eternas da Revelação salvífica de Deus em Jesus Cristo estão preservadas na Tradição viva da Igreja sobre a condução e inspiração do Espírito Santo. As Sagradas Escrituras estão no coração da Tradição e são a pedra fundamental da fé. Ao passo que a Bíblia constitui o testemunho escrito da Revelação de Deus, a Sagrada Tradição é a experiência total e abrangente da Igreja sobre a constante orientação e direção do Espírito Santo. Essencialmente, os cristãos ortodoxos consideram suas crenças muito similares às das outras tradições cristãs, mas a continuidade e a integridade da plena fé apostólica, uma vez entregues aos Santos, têm sido inviolavelmente preservadas.
Cremos que Deus é Um em substância e Tri-uno em Pessoas. Adoramos o Único Deus na Trindade e a Trindade na Unidade, sem confusão das Pessoas nem divisão da substância. A Criação é a obra temporal da Bendita Trindade. O mundo não é auto-criado, nem sua existência advém da eternidade, mas é o produto da sabedoria, do poder e da vontade do Deus Uno na Trindade. Deus Pai é a Causa Primeira da Criação, e Deus Filho e Deus Espírito Santo tomaram parte na criação: Deus Filho aperfeiçoando a Criação, Deus Espírito Santo vivificando-a.
Cremos que o Senhor Jesus Cristo é verdadeiramente Deus. Ele é Jesus, ou seja, o Salvador e Cristo, o Ungido do Senhor, o Filho não criado de uma outra substância, como é o nosso caso, mas o Filho gerado da mesma substância do Pai antes de todos os tempos, sendo, portanto, consubstancial ao Pai. Ele é verdadeiramente Homem, como nós, em todos os aspectos, exceto no pecado. A negação tanto de Sua divindade como de Sua humanidade constitui a negação de Sua Encarnação e de sua salvação. O Espírito Santo procede do Pai. A Fé da Igreja concernente à processão do Espírito Santo foi confirmado pelo Segundo Concílio Ecumênico, que adicionou ao Credo a seguinte sentença: “Cremos no Espírito Santo, o Senhor, Doador da Vida, que procede do Pai.” A Igreja é a única instituição fundada por Nosso Senhor Jesus Cristo para a salvação dos homens, portando Seu beneplácito e autoridade, composta de homens que possuem a única e mesma fé e compartilhando dos mesmos Sacramentos. Está dividida entre Clero e Laicado. O clero traça sua linhagem pela sucessão ininterrupta a partir dos Apóstolos e, através destes, a partir de Nosso Senhor Jesus Cristo. A Igreja é UNA, porque Nosso Senhor Jesus Cristo fundou não muitas, mas apenas uma Igreja; SANTA, porque Seu objetivo – a santificação e a salvação de Seus membros através dos Sacramentos – é Santo; CATÓLICA, porque Ela situa-se acima de qualquer delimitação local; e APOSTÓLICA, pois Ela fora “edificada sobre o fundamento dos Apóstolos, sendo o Próprio Jesus Cristo a principal pedra fundamental” (Ef. 2,20). O Cabeça da Igreja é Nosso Senhor: Jesus Cristo.
Reconhecemos sete Sacramentos: Batismo, Crisma ou Confirmação, Santa Eucaristia, Confissão, Ordenação, Matrimônio e Santa Unção. O Batismo é a porta pela qual se entra na Igreja. A Confirmação é a completude do Batismo. No sacramento da Santa Eucaristia, com o pão e vinho, comungamos o Verdadeiro Corpo e o Verdadeiro Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo para a remissão dos pecados e para a vida eterna. Tanto o Novo Testamento quanto a Sagrada Tradição apresentam testemunhos da presença real de Nosso Senhor na Santa Eucaristia. No sacramento da Confissão, Jesus Cristo, o fundador desse sacramento, através do confessor, perdoa os pecados cometidos, após o Batismo, pela pessoa que confessa seus pecados e sinceramente arrepende-se deles. No sacramento da Ordenação, pela oração e imposição das mãos, realizadas por um Bispo, a graça divina repousa sobre o ordenado, capacitando-o a ser um digno ministro da Igreja. A sucessão apostólica é fundamental à Igreja. Sem ela, não poderia haver uma continuidade da Igreja. No sacramento do Matrimônio, a graça divina santifica a união do marido com sua esposa. No sacramento da Santa Unção, o enfermo é ungido com óleo santificado, e a graça divina cura suas doenças corporais e espirituais.
Na ocasião da morte, o corpo de um homem retorna à terra de onde foi tomado, enquanto que a alma, sendo imortal, sobe a Deus, que a deu ao corpo. As almas dos homens, conscientes e exercendo todas as suas faculdades imediatamente após a morte, são julgadas por Deus. A esse julgamento, que se segue à morte de um homem, chamamos de Julgamento Individual (Particular). Quanto à recompensa final dos homens, todavia, cremos que ocorrerá na ocasião do Julgamento Geral. Durante o tempo entre os Julgamentos Individual e Geral – denominado de Estado Intermediário – as almas dos homens experimentam de suas bênçãos ou de suas punições. No mais, veneramos e honramos os Santos e suplicamos as intercessões deles junto a Deus, mas adoramos e cultuamos Deus Pai, Deus Filho e Deus Espírito Santo. De todos os Santos, honramos sumamente a Mãe de Nosso Senhor, devido à suprema graça e o chamado que Ela recebera de Deus. Já que Ela não foi isenta do pecado original, do qual Ela foi purificada no momento da Anunciação, cremos que, por graça de Deus, Ela não cometeu nenhum pecado em si. Veneramos os Sagrados Ícones e Relíquias, ainda que essa veneração, de acordo com as decisões e cânones do Sétimo Concílio Ecumênico, relaciona-se não às Sagradas Imagens em si, mas aos seus protótipos ou pessoas por elas representadas.