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ENSINAMENTOS E OPINIÕES DO BEATÍSSIMO METROPOLITA ANTÔNIO (KHRAPOVITSKY)
Extraído de "Biografia e Obras", por Dom Nikon Rklítzkiy
Tradução por Vladimir Bresgunovf
Nossos agradecimentos ao José de Arimatéia (Paróquia da Santíssima Trindade, São Paulo, ROCOR), que digitalizou e nos cedeu gentilmente este material.
- Não basta ter convicções, precisa-se ser um homem da idéia.
- Os padres da Igreja, na pessoa de Basílio o Grande e até Isaac o Síríaco, consideram como inimigo da fé, não a razão, mas a estupidez humana, distração, desatenção e teimosia.
- Os insensatos pretendem lutar contra Deus e em sua atitude de opor-se a Ele querem enxergar beleza e grandiosidade. Eles, porém, não se deram conta de que têm de lutar não somente contra Deus e os homens, mas, também consigo mesmo. A voz divina está imbuída na alma humana independentemente da vontade do homem de obedece-la ou não. Negar-se a ouvir esta voz ele pode a qualquer momento - isto seria mais fácil do que obedecer sempre. Porém, a desobediência contínua ou insolente, que atenta contra os principais mandamentos, - faz do homem não somente o inimigo de Deus, mas de si mesmo, - e este inimigo é invencível.
- Segundo Dostoiévisky, "aquele que está feliz no intimo da alma - realizou o destino do homem dado por Deus".
- As divergências sobre minúcias suscitam polêmica incomparavelmente mais calorosa do que a discrepância radical em tudo.
- O pensamento humano é tão flexível e elástico, que por meio de alusões pode-se justificar e provar tudo, - na falta de sinceridade, evidentemente. Ela, - a sinceridade, é a única condição para alcançar a comunhão no pensamento.
- ... a elevação ética inevitavelmente converte-se em religiosa.
- A verdade pode ser expressa com o mesmo sucesso através do raciocínio lógico, através dos contos de imaginação prodigiosa, através de pinturas e melodias musicais e através da expressão corporal.
- Se vós encontrardes uma pessoa imbuída de espírito de auto-justificação - saibam, que para uma tarefa séria e árdua ela não presta e na convivência é absolutamente insuportável.
- O desalento é a mingua da alma, é a caquexia espiritual, por assim dizer, e aí, o amor compassivo de outra alma, sadia, associada a Deus, restitua para a alma doente esta perda. Às vezes, uma simples palavra carinhosa e a promessa de rezar pelo aflito, imediatamente derrama deleite em sua alma e ele se liberta da tortura pelo sofrimento de solidão.
- A maior provação para o homem - é conformar-se com o segundo lugar na vida
- ... E a Igreja? onde está ela? - vão nos perguntar. Ela está na sociedade ortodoxa, mas nem tudo que se faz nesta sociedade se faz dentro da Igreja. A sociedade possui muitas e diferentes facetas da vida : a do estado, literária, industrial, das artes, etc. : mas, além disto tem ela a vida do amor e da fé. Então, na medida em que os membros da referida sociedade entram espiritualmente neste mundo do amor e da fé, entram eles na Igreja. Por isso, ninguém em separado pode ser chamado no pleno sentido de "ortodoxo", mas tão somente pertencente a Igreja Ortodoxa...
- A família que fechou-se em si, indiferentemente àqueles que a cercam, está vazia da afeição recíproca e do carinho : ela não é uma extensão da Igreja ao lar, mas, antes, é uma sociedade comercial por ações, em que todos andam preocupados com o êxito de sua companhia.
- As pessoas são inclinadas a esconder o melhor dentro de si, dirigindo-se aos próximos friamente pelo lado formal, - sobretudo, se possuem um definido centro norteador atuando no seu íntimo e que proporciona-lhes o sentido para a vida. Um homem semelhante aparenta a mais completa falta de necessidade de um relacionamento cordial.
- Cada ato de amor de um único filho da Igreja ... não se limita à significância pessoal, mas tem valor social e até no âmbito da humanidade.
- O enriquecimento, como meta principal de toda atividade, de toda uma vida, torna-se destino de muita gente piedosa que ama a Igreja e leva uma vida temperante e sóbria. Trata-se das pessoas que tem uma força de vontade e o domínio de si mesmo - qualidades necessárias tanto para preservação da devoção da devoção na Igreja, quanto para acumular as riquezas materiais
- Judas... também era piedoso e homem de fé e como os outros apóstolos até curava os enfermos e possuídos pelo demônio (Lucas., IX, 6 ; X, 17 ). A que chegou, porém, cedendo à paixão da avareza?
- ... os fiéis devem ser prevenidos para não pedir a si visões e milagres, pois pedidos desta natureza costumam servir de caminho reto para o engano e superstições. Não apressem também em exagerar as maquinações dos demônios por causa de cada coisa não bem sucedida - nós somos insignificantes demais espiritualmente, para que eles se ocupem muito conosco, pois sozinhos fazem aquilo que lhes agrada.
- Todo empreendimento ao qual as pessoas se dedicam, mal chega a ser beneficiado com a metade da sua atividade, enquanto a outra metade ou até 99 centésimos, correm inconscientemente por conta da satisfação dos seus próprios gestos, paixões e caprichos.
- A filosofia não pode salvar os homens, porém os homens não podem salvar-se sem filosofar sobre si e sobre a vida, não podem compenetrar-se de paciência na sua obra espiritual se a sua fé em relacionamento vivo com o Salvador não se junta a noção da posição que Ele ocupa com respeito ao mundo hostil para virtude. De outro modo o próprio relacionamento com Cristo vai-lhe afigurar apenas como um sonho - sublime e sensual, mas não como uma força real.
- Para amar os seres humanos, para ter a vocação para a luta contra o Mal do mundo, precisa-se ter antes de mais nada, amplos horizontes na sua visão da vida, não se deve ser bitolado, antes cumpre-se seguir as palavras do Apostolo: "Não extingais o Espírito. Não desprezeis as profecias. Examinai tudo: abraçai o que for bom" (I Tesal. , V ; 19 - 21 ).
- Na Ortodoxia ... não existe nenhum misticismo... - isto é um produto do Ocidente. O misticismo - sempre é um acesso, algo não saudável. A Ortodoxia possui uma visão espiritual, um enquadramento pelo espírito.
- O Cristianismo é algo a que nem em mínimo grau pode ser ligado o sentimentalismo.
- Negando a existência da mística no cristianismo, Dostoievski fala a mesma coisa que os contemporâneos mestres da Igreja, - o bispo Feofán (1894) e Ignátiy Brianczanínov, os quais reprovavam calorosamente certos seus conhecidos devido ao apego destes às obras dos místicos - Thomas à Kempis, a Tereza e outros "insensatos".
- A religião não é uma esfera especial da alma, mas representa o campo no qual em uma sintonia harmoniosa, atuam todas as suas três funções: a vontade, a razão e o sentimento. Assim, a fé religiosa, longe de ser uma força mística indefinida, - apesar de destacar-se pela atividade peculiar, - aproxima-se das formas comuns de conhecimento no qual a alma empenha-se na sua plenitude.
- Já que uma doutrina desnuda até às palavras apenas, não pode preencher inteiramente a alma de um homem comum que se encontra ainda dentro do processo de aperfeiçoamento, achou por bem o senhor assentar que os momentos principais do desenvolvimento da vontade da nossa personalidade espiritual fossem expressos por meio de certos atos sacros, para que a força Divina adequada ao grau do nosso crescimento espiritual, fosse ministrada sob a forma de uma determinada linguagem acessível aos sentidos, - isto, porém, sob condição indispensável de uma devida disposição de espírito. De outro modo servirá ela não para a salvação e sim - para a perdição. São estes os sacramentos, quanto aos ritos - representam eles apenas as manifestações do nosso amor a Deus e de um para outro, ou seja, - para a Igreja.
- A benevolência para com todos é ainda um grau muito baixo da perfeição : as Bem-aventuranças do Sermão da Montanha e o Padre Nosso exigem outros - superiores.
- O ateísmo, como um certo estado de espírito cede mal aos argumentos científicos - isto é verdade. Mas, como além disto o ateísmo se veste com a roupagem dos determinados sistemas de critica ou metafísicos, sistemas estes - científicos, é útil neste sentido para todo homem instruído dispor de uma crítica também cientifica de tais sistemas e mais adiante - duma filosofia positiva do cristianismo.
- Os fanáticos e os soberbos, ao que parece, podem compenetrar-se de religiosidade... "A razão é clara : eles escolhem o Deus para não honrarem os homens, - evidentemente, sem se perceberem como chegam no íntimo a isso, - porque curvar-se perante o Deus não é tão humilhante. Do meio destes é que emergem os crentes particularmente fervorosos, ou melhor, - os que fervorosamente desejam crer, e tomam esta vontade pela própria fé. assim, muito freqüentemente, eles acabam desiludindo-se.
- Precisa-se ter em mente que, quando algo empolga a multidão, esta não se arma tanto contra um simples reacionário que defende a antiga ordem, permanecendo assim em órbita das noções políticas comuns, quanto contra um homem que desvia a atenção do povo para o lado totalmente diferente, - mesmo que não se oponha diretamente ao procedimento tencionado.
- O Cristianismo não é uma doutrina, nem uma historia : o Cristianismo é a vida e, antes de tudo, é o ato da edificação da personalidade. Por isso é que ele não encontra uma definição plena, que abrangesse todos os seus lados num só sistema ou numa ciência. Somente na tradição é que ele ganha a sua expressão nos exemplos reais da vivência pessoal das suas verdades celestiais.
- Cada geração deve vivenciar a sua tarefa moral imposta pelas peculiaridades do momento histórico, oferecendo o seu talento a Deus e depositar na arca da Igreja os valores assim formados.
- Para as pessoas que beiram o limiar de genialidade nas coisas do Bem ou do Mal, as condições de sua vida não terão, senão pouca influencia, porém, um homem mediano que chega a somar 95% em qualquer lugar, é integralmente determinado por elas.
- Ninguém deve tranqüilizar-se com a sua honestidade, com a sua fidelidade à esposa, ou mesmo com a virgindade. É certo que ele está livre de quedas profundas, mas como seria ele, se tivesse sido submetido às mesmas tentações como os seus irmãos caídos, se não tivesse recebido em sua vida as boas influências das pessoas e dos livros e aqueles dons Divinos que faltaram para outros? Pode ser que estes últimos em suas condições revelariam incompativelmente mais a sua própria boa vontade para aperfeiçoamento espiritual e floresceriam de várias virtudes e feitos.
- A Igreja... nunca reza pela "união das Igrejas", pois reconhece as palavras do símbolo da fé, que diz que a Igreja é Uma e não tem por que se juntar aos hereges. A Igreja reza pelo bem estar das santas igrejas de Deus ortodoxas e pela união de todos os homens - panton e não passon - em grego "a Igreja" é do gênero feminino, enquanto "homens" é masculino.
- A clareza do percebimento de Deus decorre da nitidez com que a pessoa se vê como um indivíduo livre, e a evidência e a plenitude desta visão requerem evidentemente, por sua vez, a determinação de renunciar às vaidades do ambiente circundante e assumir a atitude de vigiar atenciosamente o seu íntimo... Acrescentaremos, por nossa conta, que o não cumprimento destas duas condições, segundo os ensinamentos dos Padres da Igreja, - constitui a única razão da descrença.
- As diversas correntes do desenvolvimento da sociedade que procuram esclarecer o ensinamento cristão de maneira unilateral, não somente não são danosas, mas, pelo contrario, - contribuem para a assimilação da verdade em todas suas particularidades, - desde que os que a buscam compreendam que possuem apenas uma parcela desta, desde que não esqueçam que o julgamento arbitrário, nem a convicção subjetiva, devem servir de medida definitiva para suas conclusões, mas que estas precisam ser aferidas com a verdade objetiva viva, - a vida da Igreja.
- No seio da Igreja cada um está conduzindo a obra da sua salvação não isoladamente em seu próprio nome, mas elevando ao Deus dentro da sua alma todos seus irmãos. Assim, para que a renegação de si mesmo fosse lembrada sempre e em todas as circunstancias, existem numerosos rituais e dispositivos, que segundo o ensinamento comum a todos os Padres da Igreja não tem um sentido de mérito em si, mas tão somente quando eles são a expressão ou veículo do amor e da prece.
- A religião não é apenas uma força que domina a vontade e o sentimento dos seus seguidores : ela inclui um sistema inteiro de conhecimentos de caráter filosófico, histórico e moral...Um mínimo destes conhecimentos representa a indispensável condição para alguém poder chamar-se de um homem educado e a falta deles é objeto da vergonha não somente sob ponto de vista religioso, confessional, mas também da cultura geral.
- A salvação compreende não tanto a atividade exterior da pessoa, quanto a clarificação gradativa do íntimo da sua alma, dependendo menos das circunstancias, ou seja, - regras de conduta regentes na sociedade e dos costumes, - do que da atividade da própria pessoa quanto aos fenômenos do meio circundante.
- É impossível defender a Verdade sem ter que passar pela aflição e privações.
- O caráter da vida da sociedade é determinado pela vigência da boa vontade na respectiva geração, vontade esta que emana das almas elevadas. São pessoas que, mesmo sem se dedicar às ações no âmbito da sociedade, existem como fonte de luz para ela, - assim, são amadas ou odiadas, como odiaram a Cristo Salvador Seus contemporâneos. Sob influencia destes homens a sociedade sofre transformação : começa a filosofar, a compenetrar-se das verdades teológicas e unifica-se em torno do principio de aperfeiçoamento ético. Pois, esta é a grande idéia que Dostoievski invariavelmente preconizava durante todo seu apostolado literário.
- Nós nos arrependemos, na melhor hipótese, dos pecados cometidos quando, com razão ainda maior, deveríamos penitenciar-nos por aquilo que deixamos de fazer. As palavras "perdoai as nossas dívidas" referem-se também ao descumprimento em relação a Deus e à Igreja : poderia ensinar, - mas não ensinava, poderia abrandar corações, porém, não o fazia, - e assim por diante. Nosso dever - ofertar a Deus as nossas forças espirituais e morais e quem não agiu deste modo, - é culpado perante Deus. Então, mesmo aquelas boas ações que ele produziu em sua vida, - e é óbvio que todos fizeram algumas coisas boas, - não terão mérito : "quem não tem, ainda aquilo mesmo que julga ter lhe será tirado" e, ao contrário, - "àquele que tem, será dado” (Luc. , 8; 1Cool).
- Aquele que negligencia a salvação do próximo, não o ama como a si mesmo, nem possui amor verdadeiro a Deus. A alguém que fala, - basta-me tomar conta de mim mesmo e não de um outro, e - é suficiente zelar por mim ao invés de zelar pela salvação alheia, - o santo Crisóstomo responde : mesmo, que se tudo cumpre, mas ao próximo não beneficia - não entrará no Reino. Nenhum feito pode ser grande se não estende os seus frutos aos outros (Ef. cap. 4), o que quer dizer, que não é suficiente para um homem virtuoso progredir em sua retificação, se isto não contribui para gerar o mesmo efeito nos outros... Há também quem afirme : não sou mestre, nem sacerdote, nem confessor, tampouco sou pastor de almas : não cabe a mim ensinar e assistir a alguém. A este responde Santo Teofiláquito : mentes, pois os mestres não podem abarcar todos para uni-los, e é vontade de Deus que cada um esclareça e edifique o outro ( I Thes. , V ; 11, 14). Assim, já no Velho Testamento o santo Rei Davi, - por acaso, - não se preocupava com o bem dos próximos ? "Ensinarei aos iníquos os teus caminhos" - diz ele - "e os pecadores se converterão a Ti..." Quanto mais, temos o dever de proceder deste modo nós, - abençoados pela graça da Nova Aliança".
A semi-religiosidade tem vários graus, mas sempre a mesma conseqüência inevitável "um negador se da conta daquilo o que está negando, assim, ele sabe também a que voltar. ao passo que, alguém que possui uma fé imperiosa, carece desta clareza e acostuma-se a viver, deixando-se guiar pelos sofismas, meios termos, e alusões a algo, que supõe-se ser a verdade.
... sou, porém, alheio a tal extremo de encarar exclusivamente sob o ponto de vista negativo o empenho para melhorar o nível de vida em termos práticos, tanto que considero um determinado mínimo de bem-estar material como um fator indispensável para o bem-estar social e moral. Por isso, o Nosso senhor incluiu na prece, transmitida a nós, também este pedido : "O pão nosso de cada dia nos dá hoje" e o Profeta rogou a Deus : "não me dês nem a pobreza, nem as riquezas ; dá-me somente o que for necessário para viver ; para que não suceda que, estando eu saciado, seja tentado a renunciar-te, e a dizer / com arrogância/ : Quem é o Senhor ? ou que, constrangido pela indigência, me ponha a furtar, e perjure o nome do meu Deus". (Provérbios, ; 7-9). Grande verdadeiramente grande é aquele homem, o qual, na penúria e passando fome não perde a sensatez e a consciência, - mas vem agradecer a Deus, acreditando sem vacilar que o Senhor faz tudo para o nosso bem. Mas, este é o caminho dos heróis de espírito, enquanto um homem comum convivendo com a fome e passando pelas privações, quando estas suplantam a medida de sua paciência, torna-se miserável, o desalento apodera-se dele, ele fica revoltoso e, enfim, decide-se para o crime.
Por isso um bom cristão encara a fome e a miséria do seu próximo como uma desgraça e apressa-se em sua ajuda, - e a palavra de Deus bendiz àqueles que procedem exatamente assim.
"... Dom Antônio apontou que o Apocalipse contém não a profecia sobre determinados acontecimentos, como costuma-se pensar, mas una admoestação dos cristãos, sua exortação ao martírio e que retrata a luta do Bem com o Mal que acontece em todas as gerações no decorrer da história da humanidade e, geralmente, deixa este último triunfar na terra. Após de explicar o significado das expressões simbólicas do Apocalipse, Dom Antônio frisou que este prediz indiscutivelmente tão somente a inevitabilidade do Último Juízo, da bem-aventurança dos justos e do eterno suplício dos pecadores. Este suplício deve ser entendido como a impossibilidade de absorver a sua alma na alegria eterna. "A vida eterna", por sua vez, significa segundo o Apocalipse, - o fim do tempo, e que quer dizer que as condições e conjunturas então vigentes não serão mais passiveis de alterações.
- Afaste-se da vaniloquëncia, ou seja, das conversas quando o tempo é de trabalhar, como também de visitar as casas nas quais não vai receber nada - nem útil, nem grato para a alma e aonde tendes ir tão somente para matar o tempo e escapar de tarefas ou de uma leitura proveitosa. A tagarelice cria o costume de mentir, - isto é, não procurar falar a verdade, mas aquilo que agrada ao ouvido.
- na vida - social, nacional ou naquela que se desenrola no âmbito do companheirismo, não se costuma tanto investir contra os princípios da fé, quanto contra uma ou outra obrigação moral, que se torna sujeita ao escárnio e é conscientemente levada ao banimento. Entretanto, conservar a fidelidade à uma verdade teórica é mais fácil do que professar firmemente alguma virtude...
- O ensinamento de Cristo é um ensinamento intuitivo ; o senhor até um certo tempo ocultava dos ouvintes a Sua condição Divina : queria ele que estes, verificando através da experiência no íntimo da alma Seus mandamentos e contemplando Seu amor e Seus feitos, - compreendessem, que tanto a primeira, como estes últimos descortinam a vida e o senso do Divino. Isto, - para que eles mesmos, por mera insinuação das palavras e feitos de Cristo, chegassem a exclamar como o Apóstolo Tomé : "Senhor meu e Deus meu" (João, XX, 2Cool.
- ...continuando sua prédica sobre a "favorável incredulidade" de Tomé, Dom Antônio externou o pensamento de que avaliar esta, assim como a sua resposta a outros Apóstolos é possível somente levando em conta, que só ele compreendia o significado da Ressurreição de Cristo, acreditar na qual ansiava a sua alma. É por isso que quando se convenceu de que perante dele estava o Salvador Ressuscitado, ele, prostrando-se exclamou : "Senhor meu e Deus meu..."
- O afastamento da Igreja constitui razão para divórcio ainda mais forte do que o adultério.
-As diversas imagens seqüenciais reveladas pelo Apocalipse, não devem ser interpretadas, segundo Tichonius, como acontecimentos futuros distintos, mas sempre como os mesmos, só que vistos de pontos de vista diferentes.