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ANÚNCIO DA SAGRADA CONGREGAÇÃO DO MONTE ATHOS (Com relação à repercussão da visita do Papa a Turquia e do Arcebispo de Atenas ao Vaticano)
Fonte: http://www.oodegr.com/english/oikoumenismos/athos1.htm
Tradução de José Lauro Strapasson
Karyae, 30 Dezembro 2006.
A recente visita do Papa Bento XVI ao Patriarcado Ecumênico por ocasião da festa de três dias de Santo André (30 de Novembro de 2006) e depois disso a visita por Sua Beatitude o Arcebispo de Atenas Christodoulos (14 de Dezembro de 2006) deram origem a uma multidão de impressões, avaliações e reações. Nós precisamos contonar aquelas coisas que a impressa secular avaliou como positiva ou negativa, para focar naquelas coisas que pertencem a nossa salvação, pelo amor da qual nós abandonamos o mundo para viver na esterelidade da Montanha Santa.
Como monges da Sagrada Montanha, nós respeitamos o Patriarcado Ecumênico, sob o qual nossa jurisdição se encontra. Nós honramos e veneramos o Santíssimo Patriarca Ecumênico Bartolomeu e nos regosijamos em tudo o que ele alcançou e tão deligentemente trabalhou para, em seu amor de Deus, pela Igreja. Nós particularmente comemoramos a estólida e incansável defesa do Patriarcado Ecumênico, entre as tantas condições não favoráveis que existem, assim como as empobrecidas Igrejas Ortodoxas locais e o cuidado que é dado para projetar a mensagem sa Igreja Ortodoxa pelo mundo. Além disso, nós os monges da Montanha Sagrada honramos a mais Santíssima Igreja da Grécia, da qual muitos de nós nos originamos, e respeitamos Sua Beatitude o Primaz.
Entretanto, os eventos que aconteceram durante a visita recente do Papa ao Fanarion e de Sua Beatitude o Arcebispo, ao Vaticano, trouxeram imensa tristeza aos nossos corações.
Nós desejamos e lutamos toda nossa vida para guardar a verdade dos Santos Padres, que foi dada para nós pelos santos fundadores de nossos sagrados Mosteiros e os santos adormecidos padres que viveram antes de nós. Nós nos esforçamos ao melhor de nossas habilidades para viver o sacramento da Igreja e a pura Fé Ortodoxa, de acordo com o que nós somos diariamente ensinados pelos serviços divinos, as leituras sagradas, e os ensinamentos em geral dos Santos Padres que estão presentes em seus escritos e nas decisões dos Sinodos Ecumênicos. Nós guardamos nossa consciência dogmática "como o globo do nosso olho", e reforçamos isto, pela aplicação nossa aos trabalhos agradáveis a Deus e o estudo meticuloso das realizações dos Santos Padres confessores quando eles se confrontaram com diversas heresias, e especialmente do nosso pai entre os santos, Gregório Palamás, os Santos Mártires da Sagrada Montanha e o Santo Mártir Cosmas o Primeiro, cujas relíquias sagradas nós veneramos com toda honra e cuja memória sagrada nós incessantemente celebramos. Nós tememos permanecer em silêncio, quando surgem assuntos que pertencem a confiança que nossos padres nos deixaram. Nossa responsabilidade, com respeito aos mais veneráveis padres e irmãos de toda a irmandade da Sagrada Montanha e aos piedosos fiéis da Igreja que consideram o Monacato Atonita como seu inegociável guardião da Tradição sagrada, pesa grandemente sobre nossa consciência,
Estas visitas do Papa ao Fanarion e a visita do Arcebispo no Vaticano podem ter asegurado certos benificios de natureza secular, entretanto, durante tais visitas, vários outros eventos tiveram lugar que não são de acordo com os costumes da Eclesiologia Ortodoxa, ou compromissos foram feitos que não iriam beneficiar nem a Igreja Ortodoxa, nem qualquer outros cristãos heterodoxos.
Em primeiro lugar, o Papa foi recebido como se ele fosse um bispo canônico (próprio) de Roma. Durante o serviço, o Papa usou um omophoron; ele foi saudado pelo Patriarca Ecumênico com o comprimento "bendito é o que vem em nome do Senhor" como se fosse Cristo o Senhor; ele abençoou a congregação e foi comemorado como "santíssimo" e "Sua Beatitute o Bispo de Roma". Além disso, todos os clérigos oficiantes do Papa usaram um omophoron durante a Divina Liturgia Ortodoxa, também, a recitação da Oração do Senhor, seu abraço litúrgico com o Patriarca, era exibição de algo a mais do que a oração comum. E tudo isso, quando a instituição papista não se moveu de nada de todos os ensinamentos e politicas heréticas, o Papa está de fato visivelmente promovendo e tentando reforçar a Unia junto com os dogmas papistas da primazia e infalibilidade papal, e indo mesmo além, com orações comum inter-denominacionais e a hegemonia pan-religiosa do Papa de Roma que é discernida nisso.
Como para a recepção do Papa no Fanariom, nós estamos especialmente afligidos pelo fato de que toda a media manteve-se a mesma, informação incorreta, que os salmos que foram (indevidamente) cantados ao momento tinham sido compostos por monges da Sagrada Montanha. Nós tomamos esta oportunidade para informar responsavelmente a todos os piedosos cristãos que a compositor deles não foi, e nunca poderia ser, um monge da Sagrada Montanha.
Então há a questão das tentativas de sua Beatitude o Arcebispo de Atenas de começar relações com o Vaticano em questões sociais, culturais e bio-éticas, assim como o objetivo de mutuamente defender as raízes cristãs da Europa (posições que também se encontram na Declaração Comum do Papa e do Patriarca no Fanarion), ambos que podem parecer inócuas ou mesmo positivas, dado que seu objetivo é cultivar relações humanos pacíficas. Não obstante, é importante que nada disso dê a impressão que o ocidente e o oriente continuam a ter a mesmas bases, ou leve alguém a esquecer a distância que separa a Tradição Ortodoxa da que é usualmente mostrada como o "Espirito Europeu". A Europa (ocidental) é carregada com uma série de instituições anti-cristãs e atos, como as cruzadas, a "santa" Inquisição, comércio de escravos e colonização. É carregada com a trágica divisão que tomou a forma do cisma do Protestantismo; as guerras de devastação mundial, também o humanismo centrado no homem e sua visão ateísta. Tudo isso é conseqüência dos desvios teológicos de Roma da Ortodoxia. Um atrás do outro, a heresia papista e protestante gradualmente removeram o humilde Cristo da Ortodoxia e em Seu lugar, elas entronaram o homem arrogante. O santo bispo Nicolau de Ohrid e Zitsa escreveu o seguinte de Dahu: «O que, então, é a Europa? O papa e lutero... Isto é o que a Europa é, em seu caroço, ontológica e historicamente». O bem aventurado ancião Justino Popovitch suplementa o acima: «O concílio Vaticano II inclui o renascimento de todos os tipos do humanismo europeu... porque o concílio persistentemente adere ao dogma a infalibilidade papal» e ele imagina «Indubitavelmente, as autoridades e os poderes da cultura (ocidental) européia e civilização são expelentes de Cristo». É por isso que é tão importante proteger a humilde moralidade da Ortodoxia e suportar as verdadeiras raizes cristãs da Europa unidade; as raízes que a Europa teve durante os primeiros séculos do cristianismo, durante o tempo das catacumbas e dos santos sete Concílios Ecumênicos; É aconselhável para a Ortodoxia não se taxar a si própria com o pecado dos outros, a impressão não deve ser dada a aqueles que se tornaram "des-cristianizados" em reação ao desvio do cristianismo estilo ocidental, que a Ortodoxia é relacionada a ele, assim cessando de testificar que ela é a única fé autentica em Cristo, e a única esperança dos povos da Europa.
A inabilidade Católico Romana para desembravecer a si próprios das decisões dos "pursuant" (e de acordo com eles, Ecumênicos) Sínodos, que legitimaram o Filioque, a Primazia, a Infalibilidade, a autoridade secular do Pontífice Romano, "criaram Graça", a imaculada concepção da Virgem Maria, Unia. Apesar disso tudo, nos ortodoxos continuamos as tão chamadas tradicionais trocas de visitas, [dando honras de serviço de um bispo ortodoxo ao Papa]1 e totalmente desrespeitando uma série de Cânones sagrados que proíbem orações em comum, enquanto o diálogo teológico repetidamente se confunde, e, após ser dragado das profundezas, novamente afunda.
Todas as indicações levam a conclusão que o Vaticano não está orientando a si próprio para descartar seus ensinamentos heréticos, mas apenas “reinterpretando-o" - em outras palavras, ocultando-os.
A eclesiologia católica romana varia, de uma ponta à outra; na denominada eclesiologia "aberta" da Enciclica «Ut Unum Sint», a exclusividade eclesiológica da Enciclica «Dominus Iesus». Precisa ser notado que ambas as visões acima mencionadas são contrárias à eclesiologia Ortodoxa. A autoconsciência da santa Igreja Ortodoxa como a Igreja Una, Santa, Católica (=universal) e Apostólica não permite o reconhecimento de outras igrejas heterodoxas e confissões como "igrejas irmãs". "Igrejas Irmãs" são somente as Igrejas Ortodoxas locais de mesma fé. Nenhum outra referência homônima a "igrejas irmãs" outra que a Ortodoxa é teológicamente permitida.
O "Filioque" é promovido pelo lado católico romano como ainda outra expressão do ensinamento relativo a processão do Espirito Santo, e teológicamente equivalente ao ensinamento Ortodoxo que a processão é "somente do Pai"- uma visão que infelizmente é suportada por alguns dos nossos próprios teólogos.
Além disso, o Pontífice esta mantendo a primazia com um privilégio inalienável, como alguém pode contar da recente retirada do título "Patriarca do Ocidente" pelo corrente Papa Bento XVI; também por sua referência a missão mundial do apóstolo Pedro e seus sucessores durante sua homilia no templo patriarcal, como também do seu discurso recente, que incluiu o seguinte: «...dentro da sociedade, com os Sucessores dos Apóstolos, cuja unidade visivel é garantida pelo sucessor do Apóstolo Pedro, a Comunidade Católica Ucraniana administrou para preservar a Sagrada Tradição viva, em sua integridade» (Catholic Newspaper, No.3046/18-4-2006).
A Unia está sendo reforçada e ressegurada em muitos e diversos modos, apesar das proclamações do Papa em contrário. Esta posição desonesta, além de outras posições, pela intervenção provocativa do papa anterior, João Paulo II, que levou o diálogo Ortodoxo-católico romano em Baltimore a um desastre, como bem a carta mandada pelo corrente papa ao cardeal Ljubomir Husar, o Arcebispo Uniata da Ucrânia. Nesta carta datada de 22/2/2006, o seguinte é enfaticamente mostrado: «É imperativo assegurar a presença de dois grandes portadores da única tradição (Os Latinos e o Oriente)... Esta missão que a Igreja Grega Católica empreendeu, estando em plena comunhão com o Sucessor do Apóstolo Pedro, é dupla: de um lado, é preciso visivelmente preservar a Tradição Oriental dentro da Igreja Católica; por outro, precisa favorecer a fusão das duas tradições, testificando que elas não podem apenas coordenar entre elas próprios, mas que eles também constituem uma profunda união entre suas variedades»
Visto nesta luz, trocas cortesas como as visitas do Papa ao Fanarion e a do Arcebispo de Atenas ao Vaticano, sem o pré-requisito de uma unidade na Fé, pode de um lado criar falsas impressões de unidade e assim e assim afastar o heterodoxo que poderia olhar a Ortodoxia como sendo a verdadeira Igreja, e por outro lado, cegar o senso dogmático de muitos Ortodoxos. Ainda mais, pode empurrar alguns fiéis e piedosos Ortodoxos, que são profundamente preocupados o que está acontecendo impropriamente e contra os Santos Cânones, a separar a si próprios do corpo da Igreja e criar novos cismas.
Assim, por amor à nossa Ortodoxia, mas com dor com respeito àunidade da Igreja, e com uma visão de preservar a Fé Ortodoxa livre de toda inovação, nós proclamamos em todas direções aquilo que foi proclamado pela Extraordinárioa, Dupla, Santa Assembléia da nossa Sagrada Comunidade da Montanha Santa em 9/22 de abril de 1980.
«Nós cremos que nossa Santa Igreja Ortodoxa é a Igreja Una, Santa, Católica e Apostólica de Cristo, tendo a plenitude da Graça e da Verdade, e por esta razão, uma sucessão Apostólica ininterrupta. Pelo contrário, as "igrejas" e "confissões" do Ocidente, tendo distorcido a fé do Evangelho, dos Apóstolos e dos Padres em muitos pontos, são privadas da Graça divina, dos verdadeiros Sacramentos e da Sucessão Apostólica...
Diálogos com os heterdoxos - se eles estão interessados em se informar sobre a fé Ortodoxa tal que quando eles se tornarem receptivos a iluminação divina e seus olhos estiverem abertos eles poderão retornar a Fé Ortodoxa - não são condenados.
De nenhum modo um dialogo teológico pode ser acompanhado de orações comuns, participação em assembléias litúrgicas e culto por qualquer lado e outras atividades que podem dar a impressão que nossa Igreja Ortodoxa reconhece os católicos romanos como uma Igreja Completa e o Papa como um canônico (próprio) Bispo de Roma. Tais atos enganam os fiéis Ortodoxos como também os católicos romanos, aos quais são dados uma falsa impressão do que a Ortodoxia pensa deles...
Com a Graça de Deus, a Sagrada Montanha permanece fiel - como o povo Ortodoxo do Senhor - à fé dos Santos Apóstolos e dos Santos Padres, e também por amor aos heterodoxos, que são essencialmente ajudados, quando os Ortodoxos com sua posição Ortodoxa firme mostram a extensão da doença espiritual deles e a maneira como eles podem ser curados.
As tentativas frustradas de unidade no passado nos ensinam que para uma união ocorra, segundo a vontade de Deus, dentro da Verdade da Igreja, o pré-requisito é um diferente tipo de preparação e caminho, que os que foram seguidos no passado e parecem ser seguidos até hoje.».
Por todos os Representantes e Superiores da Assembléia comum dos vinte Sagrados Mosteiros do Sagrado Monte Athos.