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Tradução de Rogério Keselis
Esses Santos eram da cidade de Edessa, na Mesopotâmia, e floresceram durante o reinado de Justino, o Jovem (565-578). Depois de uma peregrinação a Jerusalém, foram movidos por um desejo de abandonar o mundo; foram tonsurados monges pelo abade Nicon, e logo depois deixaram o mosteiro em busca de travarem juntos sua batalha espiritual na área erma próxima ao Mar Morto. Ao terem passado pouco mais de trinta anos juntos em silêncio e oração, Simeão, havendo atingido as alturas do desprendimento, partiu para Emessa, na Síria, onde passou o resto de sua vida agindo como tolo por amor a Cristo*, salvando muitas almas do pecado enquanto ocultava sua santidade, com um comportamento aparentemente insensato. Ele repousou em 570. Pela providência de Deus, João, que permanecia no ermo, partiu logo depois.
Nota:
Na tradição bizantina existe mesmo um título honorífico concedido a certos santos: o de Tolo por amor a Cristo.
Tropário no quarto tom
Ó Deus de nossos Pais, que sempre nos tratas de acordo com Tua doçura, não nos aparteis de Tua misericórdia; mas por suas intercessões, guia nossas vidas em paz.
Kondakion no segundo tom
Com fé e amor aclamemos o angélico e teóforo Simeão, que pela carne manifestou-se como um incorpóreo e brilhou sobrenaturalmente pelas virtudes; e com ele louvemos o renomado João, para que intercedam sem cessar por nós todos ao Senhor