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Texto revisado e resumido por Tchaikowsky Pedrassa.
Texto original: Boletim Interparoquial da Igreja Polonesa no Brasil.
Março de 2003.
No ano 313 São Constantino, O Grande promulgou um édito libertando os cristãos das perseguições de fé e equiparou-os aos pagãos diante da lei. Mas seu co-regente Licinius favorecia aos pagãos e na sua parte do Império decidiu erradicar o cristianismo. Licinius preparou suas tropas para lutar contra o cristianismo, mas antes, temendo uma rebelião, decidiu liberar os cristãos de seu exército.
Na época, um dos comandantes militares da cidade Armênia de Sebástia era Agricolaus, um adepto zeloso do paganismo. Sob seu comando estava a companhia da Capadócia. Nessa companhia haviam 40 soldados cristãos. Agricolaus mandou esses soldados oferecerem sacrifícios aos deuses pagãos, e quando esses se recusaram os mandou prender. Na prisão os soldados mergulharam em profundas orações que duravam horas, e em determinado momento durante a noite escutaram uma voz dizendo: “Perseverem até o fim então vós sereis salvos”.
Na manhã seguinte os soldados foram levados a Agricolaus tentou ludibria-los, enaltecendo seus valores, força e perseverança. Chegou a oferecer recompensas como respeito e benfeitorias. Mas, continuou exigindo a renuncia à Cristo, e novamente os soldados se recusaram. Novamente foram levados a prisão.
Sete dias se passaram, e os soldados foram levados a julgamento pelo juiz Licius. E após a confirmação da sentença os santos soldados responderam: “Podem tirar as nossas insígnias e também nossas vidas, mas nada irá tirar nossa lealdade e amor ao Nosso Senhor Cristo-Deus”.
Furioso com a atitude dos soldados, Licius ordenou então que os mesmos fossem apedrejados, então surgiu o primeiro milagre. As pedras atiradas passavam por sobre suas cabeças sem atingi-los. Uma dessas pedras, atiradas pelo juiz Licius chegou a acertar a face do Agricolaus que ordenou que os soldados fossem novamente para a prisão. A noite os 40 soldados novamente mergulharam em orações e novamente ouviram a voz do Senhor: “Aquele que acreditar em Mim não morrerá, mas viverá. Não tenham medo, Eu estarei com vocês.”
No dia seguinte, os soldados receberam uma Nova chance de renuncias a Jesus, mas novamente permaneceram fiéis ao Salvador. Então o juiz mandou que o soldados fossem alinhados dentro do lago para passarem a noite, sob inteira vigilância. Era um inverno rigoroso e para persuadir os soldados foi colocadas perto do lago uma casa de banho com água aquecida e comida.
Logo na primeira hora da noite, o frio já era insuportável. Um dos soldados não resistiu e resolveu deixar o lago dirigindo-se a casa de banho. Quando chegou na porta, caiu ao chão, morto.
Na terceira hora Nosso Senhor enviou consolações aos bravos soldados. Por sobre a cabeça de cada um surgiu uma coroa brilhante que iluminava a água e com o calor da luz o gelo derretia e as águas se aqueciam em torno dos soldados.
Um dos guardas responsável pela vigília, que se chamava Aglaios, ao ver o surgimento da coroa de luz, não teve dúvidas, retirou seu uniforme e disse aos companheiros de guarda: “Eu agora sou Cristão” e juntou aos mártires, rezando: “Senhor Deus, creio em Ti, em Quem estes soldados acreditam. Me junte a eles também, e considere-me digno de sofrer com Teus servos”.
Pela manhã Licius e Agricoulas ficaram surpresos e furiosos ao verem os soldados vivos e também ao ver que Aglaios glorificava Cristo. Então ordenaram que retirassem os soldados do lago e que lhes quebrassem as pernas antes de executa-los. Após serem mortos, os 40 soldados foram queimados e os ossos carbonizados airados na água.
Três dias depois o mártires apareceram em sonho a Pedro, Bispo de Sebástia, e mandou-o pegar suas relíquias no local do “enterro”. O bispo acompanhado de vários membros do clero recolheu as relíquias e sepultou-as com honra.
