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por Vladimir Moss
Tradução: Rafael Daher
Revisão: Igor Catalão
Santo Atanásio de Brest, morto pelos uniatas e verdadeiro Mártir pela unidade da Igreja
Um
inimigo ainda mais perigoso que os judeus à sofredora população ortodoxa
das regiões ocidentais são os jesuítas, que estão tentando vigorosamente
impor uma união dos Ortodoxos com Roma.
A partir do século XVI o projeto uniata tornou-se mais sutil. Os
ortodoxos foram desobrigados de aceitar todos os dogmas papistas (com
nenhuma medida imediata); foram autorizados a manter suas tradições e
celebrar seus ofícios em seus próprios idiomas; e tudo em que os
jesuítas insistiram foi no reconhecimento da soberania papal. Tendo,
desta maneira, ludibriado os Ortodoxos ao objetivo papal, o processo de
latinização, de abolição das Tradições Ortodoxas para substituí-las
pelas papistas, poderão então caminhar de uma maneira escondida e
gradual. Por enquanto, a igreja uniata criou, desta forma, uma maneira
de agir como um "Cavalo de Tróia", penetrando nas defesas da verdadeira
Igreja Ortodoxa.
Como o Pe. Ilea Fratsea escreveu: "Dentre aqueles que têm investigado o
problema da Unia, chegaram quase todos à mesma conclusão: a Unia é
conseqüência das tentativas da Igreja Católica [Romana] para impor pela
política, ao invés dos meios eclesiásticos, a soberania e a jurisdição
do Papa nos territórios ortodoxos. A Unia nasceu apenas onde o Romanismo
encontrou o Catolicismo Romano. Não há uma Unia nos territórios do
protestantismo ou da Igreja Anglicana, devido ao fato de os diálogos
ocorrerem entre eles. Mais precisamente, a Unia efetua a penetração do
Papismo na Ortodoxia, a instalação do parasita Católico Romano. Então, a
Unia alimenta-se e reivindica a saúde da Ortodoxia, buscando sua
latinização. A Unia nutre-se da Ortodoxia, enquanto ao mesmo tempo
opõe-se a ela (Dumitru Staniloae), buscando levá-la para debaixo da
jurisdição do papa de Roma". [1]
No final do século XVI, escreveu o Protopresbíterio Peter Smirnov,
ocorreu a chamada União Lituana, ou a união dos Cristãos Ortodoxos que
viviam nas dioceses ocidentais separadas do Patriarcado de Moscou, com a
Igreja Católica Romana. As razões para este ocorrido, que foi tão
lamentável para a Igreja Ortodoxa e tão desprezível para toda a região
ocidental, foram: a falta de estabilidade na posição e na administração
das dioceses separadas; as intrigas dos latinos e particularmente as dos
jesuítas, a traição à Ortodoxia feita pelos bispos que nesta época
administravam as dioceses ocidentais da Igreja Russa.
Com a separação das dioceses ocidentais sob a autoridade de uma
metropolia especial, apareceu a questão: a quem deveriam eles
submeter-se hierarquicamente? Contra o desejo dos iniciadores da
separação, a metropolia ocidental passou a se submeter ao Patriarcado de
Constantinopla, e os patriarcas, vendo os perigos apresentados pelos
latinos, intensificaram a supervisão e controle sobre as dioceses
separadas. [2]
Antes de continuar a nossa história na Rússia, vamos analisar brevemente
a situação do Patriarcado de Constantinopla, no qual vivia a grande
maioria dos Ortodoxos não-russos, e que iria tomar a liderança na
batalha.
Logo houve um ganho imediato e maior após a queda do Império em 1453: o
conquistador de Constantinopla deixou o patriarcado nas mãos de São
Genádio Escolário, um discípulo de São Marcos de Éfeso e um firme
opositor da Unia. Entretanto, em todos os outros aspectos os Cristãos
dos territórios gregos e dos Bálcãs sofreram muito com as novas leis.
A partir da época em que o patriarca de Constantinopla passou a ser
líder civil e religioso de todo o império ortodoxo, seu trono se tornou
objeto de intrigas políticas que não envolviam apenas os oficias turcos,
mas também comerciantes gregos, reis geórgios, príncipes romenos e,
progressivamente, embaixadores ocidentais. A partir da época em que o
novo patriarca passou a ser obrigado a pagar uma grande soma, como
também um tributo anual ao Império Otomano, isso resultou em que, com
raras exceções, o candidato vencedor era o mais rico. Isto levou às
freqüentes deposições, até mesmo assassinatos de patriarcas, e às
grandes extorsões dos já empobrecidos Cristãos. [3]
O nível de educação entre os Cristãos caiu, e até mesmo os livros mais
básicos tinham de ser importados de áreas semi-independentes dos
principados do Danúbio ou de editores Uniatas de Veneza. Era de se
esperar que o ocidente fosse tentar se beneficiar das fracas condições
dos Ortodoxos.
A Sociedade de Jesus foi fundada em 1540 com o objetivo específico de
reforçar a Contra-reforma papista, e logo depois preparou uma enorme
guerra, não apenas contra o Protestantismo, mas também contra a
Ortodoxia. Os métodos jesuítas têm como base a força cruel, que usaram
com a conivência dos senhores de terra da Polônia nos territórios
ocidentais da Rússia, e também a sutil arma da educação, que foi
particularmente efetiva entre os filhos das famílias Gregas que tinham
de ir estudar em escolas jesuítas de Roma e Constantinopla.
Logo esta pressão produziu dois resultados: além da união de
Brest-Litovsk, na qual cinco bispos russos aderiram a Roma, vários
metropolitas antioquinos cometeram apostasia nos séculos XVII e XVIII. E
os reformadores protestantes não conseguiram obter ganhos, especialmente
na Romênia. [5]
Entre toda essa confusão, e com os bispos oferecendo a fé ou suas
fronteiras por pressões políticas, o baixo clero e os leigos foram
levados carregar o estandarte da Ortodoxia. Assim, a Unia foi combatida
por hieromonges, como São Jó de Pochaev, teólogos leigos como Chiot
Eustratios Argenti [6], aristocratas proprietários de terras como o
Príncipe Constantino Constantinovich Ostrozhsky, e irmandades leigas,
que preservaram a Ortodoxia em territórios dominados pelos uniatas em
cidades como Lvov e Vilnius por séculos. [7]
Muitos monges perambulavam pelos territórios ortodoxos fortalecendo os
cristãos na fé dos seus pais e no recebimento do martírio como
recompensa, como o exarca do patriarcado de Constantinopla Nicéforo,
morto pelos poloneses, Santo Atanásio de Brest, que foi torturado e
morto pelos Jesuítas, e São Cosme da Aitolia, morto pelos turcos na
Albânia. [8]
Os turcos, paradoxalmente, deram alguma proteção aos Cristãos Ortodoxos
da depredação dos missionários ocidentais nos territórios dos Bálcãs. E
os czares moscovitas, obviamente, deram ainda mais proteção em seus
territórios. Mas os territórios russos ao leste de Kiev estavam
largamente desprovidos de proteção, pois uma parte da Ucrânia estava sob
domínio de Moscou em 1654, como resultado das vitórias de Bogdan
Chmielnicki e seu exército cossaco.
Em tal situação, continua Smirnov, os jesuítas apareceram nas dioceses
do sudoeste e com suas habilidades e persistência usaram todas as
circunstâncias favoráveis para atingir seus objetivos, isto é, estender
o poder do papa de Roma. Eles pegaram o controle das escolas e instruíam
os filhos dos boiardos a ter aversão ao clero ortodoxo e à fé russa, que
eles chamavam de "kholopa" (isto é, a fé do povo simples).
Os frutos desta educação não demoraram muito a se manifestar. A maioria
dos boiardos russos e príncipes aderiram ao latinismo. Para combater a
influência dos jesuítas, foram fundadas em muitas cidades as irmandades.
Elas recebiam importantes direitos dos Patriarcas Orientais. A Irmandade
de Lvov, por exemplo, tinha o direito de repreender bispos por crenças
incorretas e até mesmo expulsá-los da Igreja. Então os jesuítas
envenenavam os bispos contra as irmandades e os patriarcas (os escravos
dos sultões), mostrando a eles a excelente situação dos bispos
católicos, muitos deles com cadeira no senado, em honra, saúde e poder.
O governo Polonês ajudou os jesuítas de todas as maneiras, e oferecia
diretamente sés episcopais a qualquer um que fosse obediente aos seus
instrumentos.
Alguns destes bispos eram Cirilo Terletsky, bispo de Lutsk, e Hipátio
Potsey, bispo de Vladimir em Volhynia.
A justificava imediata à Unia foi provida pelas seguintes
circunstâncias. O Patriarca Jeremias de Constantinopla, durante sua
viagem pelo sul da Rússia até Moscou para estabelecer o patriarcado,
depôs o Metropolita de Kiev Genesíforo por bigamia e nomeou para o seu
lugar Miguel Ragoza, mandando-o convocar um concílio, durante seu
retorno, para discutir outro bígamo, Cirilo Terletsky, acusado por
vários outros crimes. Miguel Ragoza era uma pessoa doce, mas de caráter
fraco, ele não convocou o concílio por gastos desnecessários e por ser
caro ao Patriarca. O Patriarca convocou o julgamento de Teretsky,
enviando cartas a Ragoza e ao metropolita Melétio (em Volhynia) para o
julgamento de Teretsky. Todavia estas cartas foram confiscadas por
Cirilo, e o caso foi esquecido. Depois, Melétio morreu, e Cirilo
Terletsky nomeou para a Sé de Vladimir seu amigo Hipátio Potsey. Temendo
um novo julgamento convocado pelo Patriarca, Cirilo acelerou seus atos
em favor da Unia, e fez de Hipátio um aliado, que estava em dívida com
ele.
Em 1593 ele sugeriu abertamente a Unia aos outros bispos do sul para
libertá-los do poder do patriarca, e também da interferência de leigos
nos casos de administração eclesiástica. Em Dezembro de 1565, quando já
estavam em Roma, eles beijaram as sandálias do papa Clemente VIII,
reconhecendo a processão do Espírito Santo também pelo Filho, a suprema
autoridade do sumo-pontífice romano, os ensinamentos da indulgência e do
purgatório. O Papa recebeu-os com alegria, nomeando uma grande
festividade em honra da união ocorrida, e ordenou que uma moeda fosse
cunhada. A moeda mostrava um russo caindo diante dos pés do papa, com as
palavras: "Em memória da recepção dos russos".
O caso foi levado adiante, como é de costume aos jesuítas, com várias
falsificações e mentiras. Assim, por exemplo, eles pegaram as
assinaturas de dois bispos em papéis em branco, para que elas fossem
supostamente levadas como petições ao rei em apoio aos Ortodoxos,
entretanto, nestas folhas foram escritas petições à Unia. Potsej e
Terletsky fizeram isso para receber concessões do Papa em Roma, pois
eles não tinham nenhuma autorização dos bispos. Terletsky e Potsej
voltaram de Roma ainda mais expostos, pois encontraram muita indignação
de alguns bispos (Gideão de Lvov e Miguel de Peremysl) e dos príncipes
Ortodoxos (Ostrozhsky), entre outros.
No final de 1596 ocorreu um Concílio em Brest para tomar uma decisão
sobre a Unia, no qual, ao lado dos bispos do sudoeste, havia dois
exarcas patriarcais, Nicéforo do Patriarcado de Constantinopla e Cirilo
Lukaris do Patriarcado de Alexandria. Desde o começo do concílio os
Ortodoxos ficaram separados da parte uniata e iniciaram os discursos de
abertura. Com o líder de honra dos Ortodoxos ficaram os exarcas, seis
bispos e o Príncipe Ostrozhsky. Quatro bispos estavam firmemente por
trás da Unia, mas eles eram apoiados pelo rei. O metropolita
comportou-se de maneira indecisa e não sabia até onde os jesuítas
estavam do seu lado contra a Ortodoxia. Os apoiadores da Unia leram
triunfantes a bula papal e as atas da união. Mas os Ortodoxos, por outro
lado, assinaram um decreto para que ninguém seguisse o metropolita e os
bispos apóstatas e que todos eles estavam depostos, e que não se
responsabilizam por nada em relação à Fé feito sem o consentimento do
Patriarca de Constantinopla.
Nesta época começou a perseguição aos Ortodoxos. Os bispos uniatas
removeram os padres ortodoxos e colocaram outros uniatas no lugar. As
irmandades ortodoxas foram declaradas assembléias de rebelião e todos os
fiéis à Ortodoxia foram privados de seus postos e oprimidos no comércio
e nas oficinas. Os viajantes foram submetidos a todos os tipos de
indignidades pelos senhores de terra católicos [romanos]. As igrejas
(ortodoxas) foram forçadas a virar uniatas ou então eram vendidas aos
judeus. Os arrendatários tinham as chaves da igreja e cobravam taxas por
cada serviço ou necessidade.
Muitos ortodoxos escaparam destas restrições indo até os cossacos nas
estepes, que permaneceram em defesa da fé ortodoxa sob a liderança de
Nalivaiki. Mas os poloneses apareceram e Nalivaiki foi morto queimado em
uma brasa quente. Então uma breve rebelião começou em Taras. Felizmente,
para os Ortodoxos, o perseguidor Sigismundo III morreu. Seu sucessor,
Vladislav IV, deu privilégios à Igreja Ortodoxa para evitar uma guerra
que poderia ocorrer entre uniatas e católicos.
Porém, mesmo Vladislav tendo boas posições em relação à Ortodoxia, os
poloneses não o obedeceram e continuaram a oprimir os Ortodoxos. Os
cossacos foram às armas várias vezes e numa delas foram presos pelos
poloneses, e mais tarde submetidos a terríveis torturas. Alguns foram
espremidos nas máquinas, outros tiveram braços e pernas quebrados,
outros foram furados com estacas e pregados em tábuas. Crianças eram
queimadas em grelhas de ferro diante do olhar de seus pais. [9]
Platonov escreveu: "Todas as perseguições contra os Ortodoxos nos
territórios russos do ocidente foram incentivadas pelos judeus junto com
os católicos. Dando as igrejas russas nas mãos dos judeus, que são
próximos aos católicos em espírito, a aristocracia polonesa assistia
divertida a depravação feita pelos judeus aos santos objetos Cristãos.
Os padres católicos e uniatas incentivavam os judeus a fazer isso,
acreditando que desta forma iriam afastar os russos da Ortodoxia".
Como o Arcebispo Filareto relembra: "Todas as igrejas em que os
paroquianos conseguiram ser convertidos à Unia não sofreram nenhum tipo
de violência dos judeus: as chaves das igrejas e das torres foram
entregues em suas mãos. Se era necessário buscar algo necessário à
igreja, eles iam negociar com os judeus, com aqueles que acreditam que o
ouro é um ídolo e a fé em Cristo um objeto de deboche maldoso e profano.
Os Ortodoxos tinham de pagar cinco moedas de prata por cada liturgia, e
o mesmo por batismo e funerais. Os uniatas recebiam pão pascal sempre
que precisavam, enquanto os Ortodoxos não podiam assar ou comprar
qualquer tipo de pão sem as taxas dos judeus. Os judeus faziam uma marca
com carvão nas prósforas compradas para a comemoração dos vivos ou dos
mortos. Apenas estas poderiam ser aceitas." [10]
É especialmente notável a perseguição feita aos Ortodoxos pelo bispo
uniata Josafá Kuntsevich de Polotsk. Lev Sapega, o líder do Grande
Principado da Lituânia, escreveu a Kuntsevich em polonês: "Eu admito que
também estou preocupado com a causa uniata e considero imprudente
abandoná-la. Mas nunca passou por mim que Vossa Eminência estava
utilizando tais métodos violentos. Você diz que tem liberdade para
sufocar os infiéis (isto é, os Ortodoxos que rejeitavam a unia), para
golpear suas cabeças etc. Não é assim! O mandamento do Senhor expressa
uma estrita proibição a tudo isso, e que abrange você também. Como
quando você viola a consciência humana, fecha igrejas para que o povo
pereça como infiéis sem serviços divinos, sem ritos cristãos e
sacramentos, quando você abusa dos favores reais e de seus privilégios
conosco. Mas quando há necessidade, você diminui os excessos causados
por você mesmo, como quando eles trazem perigo à sua vida, pode-se dizer
que tudo isso é causado pelo seu próprio infortúnio. Pare de criar
problemas, não nos submeta ao ódio que as pessoas têm por você e arque
você mesmo com o perigo e as críticas. Em todo lugar escutamos as
pessoas dizerem que você não tem nenhum padre digno, mas apenas padres
cegos. Seus padres ignorantes são expulsos pelo povo. Mas contaram-me,
Vossa Eminência, sobre como você venceu, como você atraiu as pessoas
usando a sua severidade. Foi demonstrado que na própria Polotsk que você
tem perdido os que até agora eram obedientes a você. Você transformou as
ovelhas em bodes, você colocou o estado em perigo, e talvez todos nós
como católicos na ruína. Há o rumor de que eles (os Ortodoxos) preferem
estar sob domínio turco a encontrar-se sob tamanha violência. Você é a
causa desta rebelião. No lugar da alegria, sua Unia trouxe para todos
nós problemas e discórdias, e tornou-se tão repulsiva que preferíamos
ficar sem ela”. [11]
Em 22 de Maio de 1620, o povo local aglomerado no Monastério da
Trindade, próximo a Polotsk, expressou sua indignação contra as
crueldades de Kuntsevich. Essas pessoas passaram por algo terrível: um
grupo de uniatas cercou o monastério e colocou fogo nele. Enquanto o
fogo comia e destruía o monastério, queimando todos que estavam dentro
de seus muros, Josafá Kuntsevich fazia na colina próxima um serviço de
ação de graças, acompanhado pelo choro das vítimas do fogo. [12]
Em 1623 Kuntsevich foi morto pelo povo de Vitebsk. Em 1867 o papa Pio IX
glorificou-o como santo. Em 1963 o papa Paulo VI transferiu suas
relíquias para o Vaticano, e até mesmo o papa atual, João Paulo II, o
enalteceu como hieromártir.
[1] Fratsea, “Ounia: ‘i en ti Anatoli Dysi’�, Synaxi, 40,
October-December, 1991, p. 25 (in Greek).
[2] Smirnov, Istoria Khristianskoj Pravoslavnoj Tserkvi (A History of
the Orthodox Christian Church), Моscow, 2000, pp.
203-204 (in Russian).
[3] Sir Steven Runciman, The Great Church in Captivity, Cambridge, 1968.
[4] Ver New Martyrs of the Turkish Yoke, Seattle: St. Nectarios Press,
1985.
[5] Runciman, op. cit. On the unia, see Boyeikov, Tserkov', Rus' i Rim
(The Church, Rus’ and Rome), Jordanville, N.Y.: Holy
Trinity Monastery, 1983, ch. 4; A.V. Kartashev, op. cit., vol. II, pp.
267-310.
[6] Ver Timothy Ware, Eustratios Argenti: A Study of the Greek Church
under Turkish Rule, Oxford, 1964.
[7] Ver Boyeikov, op cit.; Kartashev, op. cit.; Russkaia Pravoslavnaia
Tserkov' (The Russian Orthodox Church), Publication of
the Moscow Patriarchate, 1988, pp. 45-48(in Russian).
[8] Ver Constantine Cavarnos, St. Cosmas Aitolos, Belmont, Mass.:
Institute for Byzantine and Modern Greek Studies, 1985.
[9] Smirnov, op. cit., 205-207, 208.
[10] Platonov, op. cit., p. 224.
[11] Sapega, quoted in Ludmilla Perepiolkina, Ecumenism – A Path to
Perdition, St. shPetersburg, 1999, pp. 227-228